quarta-feira, 24 de setembro de 2025

ATITUDE DOS TREINADORES DE JOVENS...

Atitude dos treinadores de jovens esportistas

 

  • A atitude dos treinadores deve ser fundamentalmente construtiva.

  • O treinador deve sentir prazer na sua função, ajudando os desportistas a melhorar, a progredir em todos os aspectos possíveis.

  • Deve criar um clima de trabalho agradável, com objetivos atrativos, realistas e alcançáveis.

  • Assumir que seus alunos são humanos e como tal cometem erros.

  • Lembrar que eles estão em processo formativo, no qual os erros e a insegurança estarão presentes.

  • Explicar, demonstrar, corrigir são os princípios básicos da tarefa dos treinadores de jovens atletas.

  • Adequar o processo de ensino aos desportistas em função de seu grau de desenvolvimento.

  • Potencializar os progressos e tentar minimizar os defeitos.

  • Analisar o próprio trabalho e o dos desportistas com a maior objetividade possível.

  • Tratar aos alunos com respeito e carinho, como todos queremos ser tratados. Não descarregar nas equipes problemas e frustrações pessoais.

Direção das sessões de treinamento por parte dos treinadores

  • Antes de começar qualquer exercício.

  • Explicar com clareza e simplicidade o exercício, seu funcionamento e o objetivo do mesmo.

  • Sempre que o exercício solicitar fazer uma demostração do mesmo para que todos vejam o que se deve executar.

Durante o desenvolvimento do exercício

  • Antes do começo perguntar se todos compreenderam.

  • Começar o trabalho e nos primeiros momentos do mesmo ver se é verdade que todos sabem o funcionamento correto, caso contrário, explicar de novo.

  • Se a maioria do grupo compreendeu o trabalho, explicar de maneira individualizada àqueles que não tenham aprendido para não romper a dinâmica do exercício.

  • Avaliar a dinâmica do exercício uma vez que todos o tenham aprendido e comprovar se a estrutura de trabalho é boa( não exige demasiadas coisas de uma só vez) e se está trabalhando o que realmente se quer com esse exercício.

  • Utilizar condutas verbais e não verbais quando se dirigir aos jogadores/as( olhar para eles quando lhes dirigir a palavra, ter uma atitude positiva, utilizar um tom de voz cordial …) que faça com que se sintam cômodos.

  • Não parar o exercício pela metade para corrigir, esperar que acabe a realização individual para fazer a correção.

  • Fazer-lhes perguntas de revisão em momentos pontuais, durante o exercício, sobre o que deve ser realizado, desta forma se está trabalhando a atenção.
Informação

  • Devem saber em todos momentos da aula se as condutas que realizam são as corretas, devem saber o que estão fazendo bem (para reforçá-lo) e o que fazem mal (para modificá-lo).

  • Elogiar e reforçar positivamente tanto os progressos como os esforços realizados (em função da idade o êxito varia).

Parte final

  • Avaliar se no exercício foram cumpridos todos os objetivos planejados. Do contrário fazer as correções necessárias.


Fonte e autor desconhecidos.


Tradução: Agilson Alves.

SUCESSO




O verdadeiro sucesso só pode ser conseguido através da satisfação de saber que fizeste tudo, dentro de tuas possibilidades, para chegar a ser o melhor possível. Só analisando-te, podes determinar se teu sucesso é verdadeiro. Podes enganar a outro, mas não a ti mesmo.
É impossível conseguir a perfeição, mas este deve ser o objetivo. E menos dos 100% em cada aspecto referente a teu objetivo não é sucesso.
Todas as pessoas não são iguais. Outros podem ter mais habilidade que você; podem ser mais altos, melhores saltadores ou superiores em outras qualidades físicas. Mas ninguém deve superar-te em atitude, entusiasmo, determinação, lealdade, honestidade, sinceridade e integridade. Consegue e mantém estas qualidades e cedo ou tarde alcançarás o sucesso. É preciso ter paciência e entender que todas as metas valiosas levam tempo, as coisas que vêm facilmente geralmente não são muito importantes.
 
Princípios importantes para ser um bom competidor são:

1) nunca se descuidar nos treinamentos, já que se joga como se treina. Concentrar-se em um objetivo é um dever. Nunca estar satisfeito e trabalhar constantemente para melhorar.

2) o importante não é que sejas capaz de fazer tudo, mas fazer algo muito bem.

3) nunca subestimes os pequenos detalhes, são as pequenas coisas que fazem a diferença entre o ganhador e o perdedor.

4) tens que estar preparado para teu oponente, mas nunca te preocupar por ele, deixa que ele se preocupe com você.
 
Tudo isto não significa que não tenhas que treinar para ganhar. Deves jogar para ganhar e fazer tudo o que estiver a teu alcance, dentro das regras, para isso. Não me agradam os jogadores que não tenham um claro desejo de ganhar e não jogam duro para conseguí-lo. Só fazendo o melhor se consegue a vitória. Tudo o que espero dos jogadores é seu maior esforço, que se convertam nos melhores, que sejam capazes de ser.
Não basta sonhar com a vitória, é preciso trabalhar para ganhar. Não basta só ter talento. O ganhador é: talento + desejo + atitude. Talento e desejo devem querer ser ganhadores. Atitude, ganhar é uma atitude, ninguém é um perdedor até que começa a pensar que o é; é necessário rejeitar a derrota e sacrificar-se pela vitória, assim, seguramente, serás um vencedor.
Por outro lado, o sucesso não chega senão pelo trabalho em equipe.
A partir do trabalho em equipe vai nascer nossa capacidade vencedora. Qualquer aspiração pessoal deve adaptar-se ao bem-estar da equipe. Aqui não há acordos, ou trabalhas para a equipe e estás dentro, ou estás fora. Quando se está dentro, se está quando se ganha e quando se perde. Todos ganhamos e todos perdemos, nenhum , nem outro é totalmente responsável. Nunca te esqueças que na quadra, contas com você mesmo e com teus colegas, ninguém pode mais que todos nós juntos só o trabalho em equipe vai dar-nos a vitória. Ninguém pode ganhar só.
É fácil encontrar jogadores, mas o que sempre estou procurando são aqueles jogadores que se sobressaiam quando é necessária uma excelente atuação e que permanentemente estejam procurando melhorar.Que não pensem que já sabem tudo e que já atingiram seu limite, o cego que se apóia num muro pensa que este é o limite do mundo. Não te limites a vós mesmo e trate sempre de chegar um passo mais longe ou um degrau mais alto.
Nem sempre se pode ganhar. Ao se estar numa situação difícil há que lhe fazer frente e superá-la. Estão perdidos os jogadores que diante de uma dificuldade se entregam ou baixam a cabeça. Não fazer nada é mais fácil do que tentar agir.
Por último, recordem que o fracasso começa quando acaba o esforço.

Recopilação de artigos de John Wooden, Pat Riley e pensamentos próprios de Miguel Salvitelli. Treinador do Racing Club de Avellaneda, Argentina, das categorias mirim e infantil.

Tradução livre: Prof. Agilson Alves.


PALESTRA - COACH K

PALESTRA COM COACH ”K”

     
Reprodução da síntese de uma palestra que foi ministrada pelo treinador da Universidade de Duke e atual técnico da seleção dos EUA, coach Mike Krzyzewski.

Acredito que as pessoas que entendem e/ou estudam basquete saibam de quem eu esteja falando, acredito que Coach K como é conhecido nos EUA, seja uma das maiores autoridades do basquete mundial na atualidade.

Primeiramente gostaria de ressaltar que o Coach K em sua palestra deu um grande exemplo de gentileza e humildade, em momento nenhum quis se sobressair ou passar por alguém que sabe tudo, no inicio da sua palestra foi bem claro ao dizer: “Somos  todos iguais".   

Ele começou a palestra falando sobre o poder da imaginação e pediu  a todos os treinadores que não tiveram a oportunidade de estar participando de um  Final Four da NCAA (liga universitária americana) para tirar alguns segundos durante a palestra e se imaginar sentado no banco de uma das equipes. 

Visualize-se nesta situação e trabalhe duro para que esta visão se torne realidade um dia.

  Durante as Semifinais do Final Four tinham aproximadamente umas 48.000 pessoas no ginásio.  Ingressos estavam sendo vendidos pelos cambistas pelo custo de mais de US 1.000,00 cada.

Coach K disse que o segredo das vitórias está em ajudar ao jogador a transpor seus limites.

 Disse que era necessário que os treinadores sempre estivessem conversando com seus atletas olhando dentro dos seus olhos.

Sempre falar com o jogador individualmente, mostrando que todos são fundamentais para o sucesso do time. 

Fazer com que todos se sintam especiais.

Quando Duke foi eliminado das finais de 2008, após o término do jogo contra Michigan State, coach K disse aos seus assistentes: "Agora e hora de entrarmos no vestiário e comemorarmos tudo de bom que fizemos até este dia.  Não quero nada de negativo, temos que dar ênfase às coisas positivas e fazer esses meninos se sentirem especiais".  Quantos treinadores entrariam no vestiário cabisbaixos e irritados ou jogariam a culpa nos jogadores? 

Quando coach K procura por um atleta, ele procura três coisas:

1) Talento. 
2) Bom desempenho acadêmico. 
3) Caráter.  

Ele acredita que a formula do sucesso é sempre se preocupar em manter consistência no programa que ele é  responsável, o time acaba no final da temporada, mas o programa continua. 

Ele acredita que um dos segredos para sucesso é o envolvimento com a comunidade onde trabalhamos.

Não se meter em todas as atividades, mas escolher uma ou duas que façam a diferença na comunidade. 

Temos que procurar a excelência todos os dias.  Coach K teve experiência no Exército Americano e citou o exemplo de um soldado na batalha.  O soldado não pode tirar 10 minutos de folga e achar que o inimigo não vai  atirar nele. Temos que sempre estar atentos e nos dedicarmos 100% a nossa carreira.

Ele também mencionou que nós (treinadores) não podemos nos preocupar com o que as outras equipes estão fazendo, temos que nos preocupar com o que nós  estamos fazendo e podemos controlar. 

 Evitar sempre nos comparar com outras equipes.

Sempre cultivarmos bons hábitos. 

Saber que nem sempre iremos ganhar os jogos, mas saber sempre que podemos tentar dar o nosso melhor. 

Questionado sobre quando ele desiste de ajudar ou treinar um jogador, ele respondeu: "Eu só paro quando este atleta parar ou fizer algo que não seja ético." 

Disse que o jogador às vezes está fazendo coisas parecidas mas necessariamente não da forma que queremos, meu objetivo é fazer com esse jogador continue tentando e assim que possível possua o mesmo objetivo da minha equipe. 

Muitos jogadores não sabem o quanto úteis eles são para a equipe, mencionou  o quanto o time reserva é importante para o sucesso do programa e às vezes não são devidamente reconhecidos.

Temos que tratar de forma igual todos os jogadores e sermos sempre honestos com eles.

Mencionou que o melhor e mais importante atleta em uma equipe necessariamente não é aquele que somente pontua, os melhores atletas são aqueles que são lideres e ajudam aos demais companheiros na equipe a atingir seu potencial máximo. 

Quantas vezes vemos uma equipe perder, mas o atleta sair da quadra feliz por ter feito 30 pontos? 

Não é  apenas pensar em si próprio, mas sim na equipe como um todo.  

Citou a importância de ter um bom relacionamento com o atleta, o atleta tem que acreditar no treinador, e isto é uma das funções de um bom educador, passar confiança para o atleta do que estamos tentando realizar.



Desconheço a autoria.

CÓDIGO DE ÉTICA DO TREINADOR...

Código de Ética do Treinador de jovens


 São muitos os treinadores que se esquecem de suas obrigações, de seus valores, princípios, responsabilidades e comportamento diante das crianças e adolescentes. Eis aqui uma relação de normas a serem seguidas pelos treinadores com respeito a suas responsabilidades:

Através do presente juro adquirir, viver e manter minha posição como treinador de basquete respeitando as  seguintes normas do Código  de Ética dos treinadores.

1.     Colocar o benefício emocional e físico de meus jogadores, acima do benefício  pessoal  de ganhar.

2.    Tratar a cada um  de meus jogadores como indivíduos, recordando o largo alcance do desenvolvimento  emocional  e  físico, levando em conta suas respectivas idades.

3.     Tratar de prover um ambiente seguro para treinos e competições a todos os jogadores.

4.     Revisar e praticar os princípios básicos de “Primeiros socorros” necessários para agir em qualquer ajuda ou emergência.

5.     Manter o clima lúdico e alegre nas aulas para que as mesmas sirvam de estímulo para todos os jogadores.

6.     Com meu exemplo demonstrar e ensinar a jogar de forma limpa e leal para todos os jogadores.

7.     Prover um ambiente esportivo para a equipe livre de drogas, tabaco, álcool ou qualquer elemento inadequado.

8.     Ensinar aos meus jogadores as regras de jogo e como utilizá-las.

9.     Utilizar as técnicas de ensino apropriadas para cada destreza e fundamento do jogo.

10.   Recordar sempre que sou um treinador de jovens em formação e não de adultos.



PLANEJAMENTO DE ALTO RENDIMENTO

Desenho de um Planejamento de Alto Rendimento

Autores: Antonio Liebana Pedro José Lozano,Yolanda López,Bernardo Krawchinski, Ignacio Lezcano, Javier Lizarraga, Juan Ángel Lozano, Javier Lombardía, Cristina Krug, Manuel Laborda, Juan Leal e Marcos López.

Plano montado para uma equipe fictícia que participa da  divisão - Liga EBA, com 20 anos de história e trabalho em uma cidade pequena, aspirando nesta temporada a participar da fase de ascenso. Apresenta patrocinadores e apoio institucional suficiente, junto com um plantel principalmente jovem com alguns veteranos.

TEMPORADA A temporada se estende desde a 3ª semana de agosto (15 de agosto) até o final de maio do ano seguinte, que é quando acontecem as finais. A temporada está dividida em 2 fases: uma primeira regular com 30 partidas e uma segunda chamada Final a Dez, na qual participam os 2 primeiros classificados de cada um dos cinco grupos em que está dividida a competição.

PRÉ-TEMPORADA
A pré-temporada compreende o período de 15 de agosto a 30 de setembro, data em que se celebra o primeiro jogo da liga.

SITUAÇÃO DAS SESSÕES ANALIZADAS
1ª Sessão (3ª semana de pré-temporada)Volume alto, intensidade média, recuperação baixa. Efeito múltiplo e valor médio 2.    O tipo de desenho utilizado foi o alternativo.
2ª Sessão (antes da partida mais importante da temporada regular)Volume baixo, intensidade alta, recuperação médio-alta, efeito múltiplo e valor médio 3. O desenho utilizado foi alternativo.

PRÉ-TEMPORADA. SESSÃO DE AQUISIÇÃO
Duração: 2 horas

A. REUNIÃO DA EQUIPE TÉCNICA

O treinador chefe reúne sua equipe técnica com a sessão preparada para a divisão do trabalho individual de cada componente da mesma.

B. REUNIÃO COM JOGADORES

Se explica aos jogadores a sessão de treinamento. Trabalho de transição, técnico-tático e físico (circuito). Ataque e defesa habituais com assimilação polarizada e integrada.

C. SESSÃO DE TREINAMENTO

·     15 minutos - Aquecimento.
  • 5' geral (Ativação, mobilidade articular);
  • 5' Alongamentos;
  • 5' (4x4x4 sem drible. Objetivo: conseguir cesta rápida com jogo livre).

10'- 1x1 desde 6.25 só com 2 batidas e sem rebote. Objetivo resolução rápida.
2' - recuperação com lances livres
10'- Contra-ataque de 3x0 e volta 2x1, com um máximo de 3 passes antes de lançar à cesta. Objetivo: resolução rápida.
2'- Recuperação: arremessos em duplas. Quem falha toca a linha de meia-quadra.
10'- 2x2 em meia-quadra. Focalizando na defesa do bloqueio direto e continuação. Não se permite haver trocas.
5'- Arremessos em posições não habituais
2'- Água
10'- 5x0 e na volta se trabalha e corrige a transição. Trabalhamos na transição: a ida para jogar com os homens exteriores e na volta o movimento completo para terminar com os homens interiores.
5'- Arremessos após bloqueio na linha de fundo.
15'- 4x4 em meia-quadra para trabalhar:
5'- exercício de arremesso para finalizar em posições do sistema de jogo.
10'- competição de arremesso por equipes de 4 participantes
10'- Alongamentos

TEMPORADA. SESSÃO DE REFINAMENTODuração: 1h 30 minutos

A. REUNIÃO DA EQUIPE TÉCNICA
O treinador chefe reúne sua equipe técnica com a sessão preparada para a divisão do trabalho individual de cada componente da mesma.

B. REUNIÃO COM JOGADORES                                                      
Se explica aos jogadores a sessão de treinamento. Na qual se dará prioridade à revisão tática para a partida do dia seguinte.

C. SESSÃO DE TREINAMENTO                         
  • 15'- aquecimento:
  • 5' - deslocamentos com bola 1x0;
  • 5' - alongamentos
  • 5'- jogo de passes 5x5.
  • 5'- 5x0 transições com nossos sistemas ofensivos
  • 10'- exercício de arremesso para finalizar em posições do sistema de jogo.
  • 5' – 5x5 reposições de fundo e lateral(jogadas)
  • 10'- 5x5 em uma cesta. Nossos sistemas ofensivos
  • 5' – 5x5 em uma cesta. Nos fixamos na defesa do bloqueio direto
  • 4 x 8'- 5x5 Jogo real. Quadra toda.
  • 5x5 Finais de partida. 4 partidas de 2' cronometradas  e com lances livres (bônus).
  • 5' lances livres. Competição.
  • 10' Volta à calma e alongamentos: 5'- Competição de arremesso; 5'alongamentos.
  • 5' Palestra. Motivação.

Após a fase da competição de play-off há uma reunião da equipe técnica para avaliar o processo e produto, tanto a nível individual quanto coletivo.
Focalizar a atenção em nossa própria evolução destacando as possíveis falhas e projetando as temporadas seguintes.




Tradução: Agilson Alves

GUIA BREVE DO TREINADOR DE MINIBASQUETE

Guia breve do treinador de minibasquete

Por Juan José Hernández Liras -Treinador de nível Superior / Professor F.B.M. / Diretor Técnico de basquete do Colégio San Agustín - Madri / Espanha.


 O PRIMEIRO DO PRIMEIRO…
  • Desprender paixão… É algo que contagia!
  • Querer ser o melhor treinador que se possa ser.
  • Ter um tratamento correto com os pais, sendo educado.  Informar-lhes de tudo aquilo que seja relevante. Devem notar nossa preocupação por seu filho… Para eles não é um jogador, é um filho.
  • Preparar por escrito o treinamento diário.
  • Fazer um mini planejamento dos objetivos anuais.
  • Controlar a frequência aos treinamentos e a pontualidade.
  • Dar prioridade ao lado educativo e formativo sobre o resultado desportivo.
  • Premiar nos jogos a frequência e esforço durante os treinamentos com mais minutos de jogo. Nas partidas todos jogam… Seu compromisso é que define isso, independentemente da qualidade.
     
E DEPOIS, NO TREINAMENTO...

  • Acostumá-los a alongar no princípio do treinamento e ao final, mais do que uma necessidade, como forma de criar um hábito para o futuro.
  • Uso do jogo de forma contínua no treinamento.
  • Usar competições nas quais se trabalhem algo útil: por exemplo, “ver quem chega driblando antes com a mão fraca na linha de fundo e faz uma parada de um tempo.” Tentar que em algum momento qualquer jogador possa sair vitorioso.
  • Contato contínuo do jogador com a bola.
  • Movimentação contínua do jogador. Evitar fazer filas nas quais o jogador fique muito tempo parado. 

EXEMPLO DE UM TIPO DE TREINAMENTO

   - Um jogo de aquecimento.
   - Alongamentos.
       - 1x0 detalhado, com muita correção. É o melhor momento para trabalhar o detalhe, quando, o jogador não está ainda nem física nem mentalmente cansado.
       - Competição de 2 ou três jogadores, “ver quem…antes”, na qual se trabalhe um gesto técnico, buscando a velocidade (de pés, mãos, deslocamentos, etc.).
       - 1x1 variado, geralmente com ida – volta, na qual se joga com disputa de rebotes (se o atacante pega a sobra volta a arremessar e se quem pegar for o defensor corre ao aro contrário), cobrando o fundo-bola na volta caso tenha havido cesta (sendo o treinador o receptor do primeiro passe).
      - Jogo com muita mobilidade, se possível em toda quadra.
      - 2x2 ou 3x3 ida – volta no qual trabalharemos algo específico simples na ida (por exemplo que todos atacantes se movam e peçam a bola ou que deem x passes) e velocidade na volta.
      - Jogo.
      - Alongamentos, podendo trabalhar algo de arremesso antes. 

DEVEMOS EVITAR:

-         Usar muito tempo o 5x5 no qual só um jogador tem “o caramelo” (a bola) e os demais muitas vezes não fazem nada (o jogo sem bola e a defesa devem ser trabalhados pouco a pouco e de forma pontual)

-         Trabalhar especificamente conceitos avançados de defesa. É mais interessante fazer jogos que se estejam trabalhando deslocamentos úteis para a defesa pensando no futuro. Por exemplo: “Competição de dois com deslocamento lateral defensivo driblando uma bola e ao chegar a determinado lugar ir converter a cesta, vencendo quem fizer a cesta antes”.

-         Que algum jogador se sinta excluído (por que nunca pode triunfar nas competições, por que não lhe deixamos fazer algo que executa mal e que os outros podem fazer, por que joga pouco quando merece, por que não nos preocupamos com ele e não lhe damos afeto e compreensão, etc.) 




PREPARAÇÃO FÍSICA EM EQUIPES DE BASE

Preparação Física em Equipes de Base

Autor: José Luis Paramio.
Tradução: Agilson Alves.
Fonte desconhecida.

1. Introdução

A tendência a uma cada vez maior precocidade na importância de treinamentos específicos para as crianças tem gerado um notável incremento das alterações orgânicas que em alguns casos chega a incapacitar totalmente estes «aspirantes» a desportistas para possíveis resultados futuros.
  • A iniciação desportiva tem um caráter formativo (desenvolvimento de qualidades físicas básicas, aquisição de hábitos de conduta - aquecimento, compreensão da importância do treinamento físico, etc. -, enquanto que a especialização requer a aprendizagem e a capacidade de movimento.
  • A aprendizagem é orientada a que o indivíduo adquira destrezas específicas que, se a criança não tenha desenvolvido, lhe podem ocasionar dificuldades no futuro.
  • O objetivo será o de informar sobre uma sequência lógica de trabalho que permita ao jovem desportista chegar à época de sua maturidade física nas melhores condições para conseguir resultados desportivos expressivos. Não se pode esquecer que as práticas desportivas devem ser adaptadas às condições fisiológicas e de desenvolvimento do desportista. 

2. Qualidades Físicas Básicas na criança
 
Consideramos como fundamentais as seguintes:

    2.1. Força
    2.2. Velocidade
    2.3. Resistência Aeróbica
    2.4. Resistência Anaeróbica
    2.5. Flexibilidade - Elasticidade

2.1. Força:
  • Desde os 8 até os 12-13 anos não há grande incremento de força, só aqueles causados pelo crescimento em longitude e espessura muscular devido ao crescimento físico. Isto supõe um aumento do peso corporal.
  • Desde os 14 até os 16 anos, o grande incremento do volume corporal condicionado essencialmente por fatores hormonais proporciona um alto incremento de força até 90% da força total.

2.2. Velocidade:
  • Dos 8 aos 12 anos há um contínuo incremento da velocidade devido a dois fatores principalmente:
    • A. Melhora da força.
    • B. Melhora da coordenação mecânica dos movimentos.
  • Principalmente a partir dos 8 aos 10 anos, esta qualidade é a causadora do adiantamento da curva de velocidade sobre a de força e a partir dos 17 anos, já quase se pode dizer que se alcança o máximo de velocidade.
  • A velocidade é fortemente dependente da coordenação intra e intermuscular, e recentes estudos nos levam a conclusão de que a velocidade de reação alcança níveis de desenvolvimento sobre os 10 anos e que a frequência de movimentos por volta dos 13 anos.
  • Desde os 12 aos 14 anos se atinge o máximo desenvolvimento da rapidez de movimento nas ações desportivas, devido fundamentalmente ao aumento da força veloz.

2.3. Resistência Aeróbica:
  • Dos 8 aos 12 anos existe um crescimento constante da capacidade de resistir a esforços. Se bem que esta atitude experimenta um ligeiro retrocesso no período puberal, em geral pode se afirmar que tanto desde o ponto de vista respiratório como metabólico o organismo infantil está em condições de realizar este trabalho a partir de idades muito precoces.
  • Seu poder oxidatório aeróbico é inclusive maior que sua própria eficiência mecânica.

2.4. Resistência Anaeróbica:
  • Esta qualidade é muito pouco propicia para ser desenvolvida precocemente por carência relativa de uma enzima chave da glucólise anaeróbica: a fosfofructoquinase.
  • Não suportam nem assimilam esforços entre 40 e 80 segundos de duração.
  • A criança não está em condições de assumir um trabalho destas características, e o fato de se realizar violentaria notavelmente seu desenvolvimento biológico.
  • Asbrand demonstrou, em uma experiência com dois gêmeos univitelinos como (se bem que o trabalho anaeróbico precoce pode facilitar resultados positivos – desportivos - em curto prazo) finalizando o período de desenvolvimento, o que trabalhou em idades precoces fundamentalmente em rotinas aeróbicas estava em condições de atingir melhores resultados que quem, queimando etapas, o havia feito de forma anaeróbica.
  • Trabalho anaeróbico alático em jovens se desenvolve por meio de distâncias curtas e períodos de recuperação amplos.
  • Trabalho anaeróbico lático: só a partir da puberdade. Esporadicamente se pode trabalhar nessa época, porém não de forma acumulativa.

2.5. Flexibilidade – Elasticidade:
  • É esta uma qualidade que desde o nascimento vamos perdendo paulatinamente.
  • Até os 10 anos:
    • Praticamente não temos perdido nada, porém no processo da puberdade com o desenvolvimento muscular rápido, se perde muito dessa capacidade.
    • Se um atleta nas primeiras idades (até os 11-12 anos) realiza movimentos dirigidos a esta manutenção, teremos superado a idade de perda mais significativa.
    • A partir desta idade e até os 17 anos, se tiver feito o trabalho descrito anteriormente ainda se pode recuperar em parte a flexibilidade e só neste caso poderia se falar de um desenvolvimento da qualidade pelo treinamento, já que nos demais casos o treinamento consegue apenas uma manutenção dela.
  • A partir dos 18-19 anos a aquisição da flexibilidade é muito mais problemática.

Uma menção a parte merece a COORDENAÇÃO: 
 
«Capacidade para realizar um gesto mais ou menos complexo, combinando o movimento». Traduz-se na destreza ou habilidade específica.

Recomendam-se atividades aeróbicas, combinando corrida + obstáculos + lançamentos.



 Processo evolutivo das qualidades físicas

3. Conteúdos Gerais da Atividade Física:
Devido às limitações da Educação Física Escolar, teremos que realizar determinadas atividades ou tarefas dentro das aulas ou dias de atividade.
Um correto planejamento das diferentes etapas pode ser dividido em:

11-13 anos
  • É a idade de Ouro da aprendizagem motora, e por isso é preciso neste período incrementar a melhora da coordenação e da técnica.
  • São fundamentalmente atraídos pelo jogo.
  • Têm também afã competitivo (aumenta aos 13-14 anos).
  • A corrida, o salto e os lançamentos devem predominar sobre outras atividades.
  • Deve-se basear a atividade (aspecto fundamental) na variedade e originalidade.
  • Pode se começar a aplicar o treinamento da velocidade e da resistência aeróbica.
  • Resistência aeróbica:
    • Por meio de corrida contínua ou fracionada. Não ultrapassar os 20 ou 30 minutos.
    • 1/2 vezes por semana. Se existe Ed. Física Escolar. 10'-12' como aquecimento.
  • Velocidade: Por meio da velocidade de reação, deslocamentos...
  • Iniciação à Força, porém evitando grandes trações musculares e apoios sobre as extremidades.
  • As crianças suportam mal as posições estáticas do corpo e a tensão muscular prolongada.
  • O fato de que a criança tenha preferência por atividades de curta duração se explica por causas fisiológicas como uma menor capacidade de atenção, a necessidade de estímulos recreacionais, e uma menor motivação social para o desporto de longa duração.
  • FCd (freqüência cardíaca): Se deve ensinar a tomar a pulsação.
14-16 anos 
  • Idade ideal para iniciar a preparação orientada para a especialização.
  • Devem manter-se os trabalhos de Resistência Aeróbica, Flexibilidade, Coordenação e Velocidade (cíclica e acíclica -esportes de equipe), já com sistemas de treinamento mais intensivos.
  • Deve programar-se o treinamento progressivo de Força. O trabalho de Força deve ser regido pelos seguintes princípios:
    • 1. Formação polivalente e multilateral.
    • 2. Utilizar primeiro o próprio peso do corpo (autocarga). Empurrar, levantar, saltar, escalar, jogar com bolas medicinais, exercícios com aparelhos ginásticos, caixotes y aparelhos simples, serão algumas das atividades fundamentais.
    • 3. Dito trabalho deve ser progressivo e de acordo com a condição do indivíduo em relação a sua idade biológica (distinta da cronológica).
    • 4. Necessidade de fortalecer a região do tronco (músculos abdominais e lombares).
16-18 anos 
  • É o momento de intensificar os sistemas de treinamento próprios da especialidade.
  • O treinamento já pode assemelhar-se qualitativamente ao do adulto.
  • É preciso respeitar-se os princípios gerais do treinamento: sobrecarga progressiva, sobrecarga periódica, variação das cargas, ordem correta das cargas em cada sessão.

Período
Anos
G E N É R I C O
PREPARATÓRIO MF-F
11
12
13
14
15
16
     Qualidade
RESIST. AEROB.
C.C.Ext.
C.C.Int.
Int.Train.
R.R.

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RESIST.
ANAEROB. LÁTICA
V.R.
R.C.

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-
-

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* *
RESIST. ANAEROB. LÁTICA
Velocidade
Musculação

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FORÇA
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-
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* * * *
* * *
FLEX.ELAST.COORD.
* * * *
* * * *
* * * *
* * * *
* * *
* * *
TÉCNICA (Assimilação)
* * *
* * * *
* * * *
* * *
* * *
* * *

    - Nada    * Muito pouco    * * Pouco       * * * Suficiente    * * * * Bastante    * * * * * Muito


Força (categorias Cadete e Júnior)
  • Na categoria cadete de 1º ano convém utilizar o trabalho de multilançamentos utilizando bolas medicinais de pouco peso, incidindo, sobretudo no trabalho de coordenação.
  • Na categoria cadete de 2º ano poderá se utilizar ou introduzir o trabalho de multilançamentos (bolas de 2-3 kg), realizando exercícios de formação geral. O objetivo fundamental deve estar orientado para o desenvolvimento e fortalecimento geral.
  • Na categoria Júnior:
    • O trabalho de multilançamentos deve ser o primeiro passo.
    • Inicia-se o trabalho com pesos.
    • Utilização de circuitos (desenvolvimento de Força-Resistência, exercícios agonistas e antagonistas...).

4. Aspectos práticos importantes
 
4.1. Aquecimento
  • Deve ser um hábito a adquirir desde as primeiras etapas. Se deve acostumar a criança a sua realização.
  • É uma parte primordial do treinamento.
  • Para suportar um esforço de alto consumo energético, se tem que proceder a elevação da Temperatura Corporal.
  • Fases:
    • 1. Cardiorespiratória ou trote (5').
    • 2. Ginástica geral e alongamentos (10').
    • 3. Específica:
      • · Exercícios de técnica de corrida (skipping...).
      • · Coordenação motora, propriocepção...
      • · Exercícios específicos de basquetebol (bandejas,...).
4.2. Esfriamento ou volta à calma
Depois de qualquer treinamento ou competição, se deve dedicar de 5-10 minutos a realização de alongamentos e um pequeno trote.
 
4.3. Calçado
  • Utilização de um calçado adequado.
  • Deve-se orientar a utilização de calçados de basquete polivalentes (1ª etapa).
  • Diferenciar depois o uso de calçados para o treinamento físico e técnico (2ª etapa).
4.4 Necessidade de ingestão de H2O
  • O rendimento desportivo depende de 3 fatores, citados por ordem de importância:
    •     1. Condições inatas (genético).
    •     2. Treinamento.
    •     3. O que rodeia o treinamento (alimentação, repouso, etc.).
  • O glucógeno se armazena hidratado, portanto é imprescindível beber muita água. Por cada grama de glucógeno armazenado são necessários 3 milimoles de água. Se aceitarmos que um desportista necessita 3 vezes mais de glucógeno, teremos que orientá-los a beber 3 vezes mais que uma pessoa comum.
  • O único luxo que não se pode permitir um desportista é ficar desidratado. Não é necessário esperar que o mecanismo de defesa dê o aviso de sede.
  • Deve-se beber água antes, durante e depois do exercício.
  • Diariamente, as maiores quantidades de água devem ser ingeridas depois do treinamento.

4.5. Músculos Agonistas / Antagonistas
  • Toda ação biomecânica obedece a um processo muscular agonista que produz o movimento. A contração é sempre do tipo concêntrica (MÚSCULOS AGONISTAS).
  • MÚSCULOS ANTAGONISTAS. O sinergismo negativo se denomina antagonismo e fundamentalmente porque sem ele não existiria a coordenação. Estes músculos se opõem ou relaxam quando os agonistas realizam sua ação.
  • Os antagonistas trabalham pouco e sucede que às vezes não têm suficiente força para resistir a ação dos músculos principais, aparecendo lesões ou chegando em alguns casos à ruptura por descompensação.

4.6. Trabalho de Pés
  • Exercícios de fortalecimento dos ligamentos laterais do tornozelo, perôneos, tibial anterior (andar sobre os calcanhares, girar os tornozelos para dentro e para fora, calcanhar, calcanhar-ponta, pequenos dribles - sem flexionar as pernas- elevando a ponta dos pés, etc.).
  • Exercícios de sensibilização do pé: parada, arrancada, trabalho de técnica de corrida, etc.

5. Conclusões
Se pode resumir nos Princípios Fundamentais sobre a Atividade Física para crianças, princípios que devem estar muito presentes na cabeza de todos aqueles que desenvolvam atividades com este tipo de faixa etária.


  • A criança não é um adulto em miniatura, mas sim um ser em evolução. 
  • A cada etapa de crescimento correspondem algumas características biológicas que devem ser respeitadas. 
  • É preciso adaptar a atividade física à criança, não o contrário. 
  • Iniciação multidesportiva precoce (a partir dos 6 anos) e especialização tardia (pós-puberal). Procurar exercícios simétricos e compensatórios.
  • Preparação aeróbica precoce, anaeróbica tardia. Sobrecarga do aparelho locomotor tardia.
  • Deve haver um equilíbrio atividade física - repouso - estudo.
  • Antes do início de toda prática desportiva se deve realizar um exame médico, assim como revisões posteriores de controle e rotina.
  • «Quem chega a ser campeão antes dos 18 anos, tem perdido grande parte de suas possibilidades».