O JOGO LIVRE COM
CULMINÂNCIA DETERMINADA:
O SISTEMA DE ATAQUE DO FUTURO
Autoria:
J. Ticó
INEF
Catalunya – Universitat de Lleida
Tradução
livre : Agilson Alves
Introdução e conceituação
Não creio que seja necessário
aprofundar os aspectos teóricos e matizes conceituais para definir o objeto de
análise que nos ocupa. Em seu lugar prefiro tratar o tema sob meu ponto de
vista, fruto de minha experiência e forma de entender o Basquetebol moderno na
iniciação e no alto nível.
Vamos nos referir especificamente a uma
parte do jogo (do jogo coletivo); jogo que podemos dividir no que denominamos
as fases do jogo: Ao perder a posse da bola: Balanço defensivo (Transição
defensiva…); a defesa estática (defesa coletiva, sistemas de jogo defensivos…),
e após recuperar a posse da bola: contra-ataque e/ou transição ofensiva e o
ataque estático onde se desenvolvem os sistemas de jogo ofensivos.
Um sistema de jogo é a estratégia, em
maior ou menor medida preparada e planejada pelo treinador, dirigida a ordenar
e coordenar as posições em quadra, deslocamentos e ocupação de espaços, assim
como as diferentes ações do jogo (com e sem bola, individuais e em grupo) dos
diferentes jogadores da equipe, com a finalidade de obter êxito frente à
oposição da equipe contrária os objetivos do jogo.
Isso implica necessariamente em levar
em conta um número enorme de fatores:
· Que
deve ser compreendido e bem treinado;
· Necessita
coordenação de ações entre diferentes jogadores; incluindo ações individuais e
de grupo (combinações entre 2, 3 ou 4 jogadores);
· Sejam
sistemas mais abertos ou fechados, sempre existe a incerteza de como se oporá a
equipe adversária a cada seqüência, motivo pelo qual será imprescindível a
leitura da situação de jogo por parte dos jogadores, interpretação das
prioridades e certa “criatividade” na elaboração de respostas ao jogo;
· Implica
que os jogadores tomem decisões, não só em função da situação concreta do jogo
em um momento determinado, mas também influenciado por sua posição específica,
seu estilo pessoal e os pontos fortes individuais, a superioridade numérica com
respeito ao defensor ou a equipe contrária, o que impõe as regras sobre o
tempo, o estilo e prioridades definidas pelo treinador, e um elevado número de
fatores que de forma direta ou indireta podem influir em uma determinada tomada
de decisão; (ainda que um treinador pretenda simplificar todas as possíveis
respostas, a quantidade de combinações possíveis supõe inexoravelmente um
processo dedutivo por parte do jogador).
· Compreende
uma ordenação tanto espacial como temporal das ações;
· Devem
estar encaminhadas para conseguir eficácia ofensiva
Fases de um sistema de jogo ofensivo e
características que deveria cumprir
Ao mesmo tempo em que existem múltiplas
possibilidades, poderíamos diferenciar claramente três fases seqüenciais em
qualquer sistema de jogo, e cada uma deveria compreender certas
características:
1.- Posição inicial:
É a ocupação espacial dos jogadores
para iniciar o ataque estático. Sempre decidida pelo treinador de antemão.
Nela devem se pré-estabelecer além da
situação em quadra (1-2-2, 1-3-1, etc.), se vai jogar com posições específicas
fixas ou variáveis, e o número de jogadores na primeira linha e o número de
jogadores interiores,
Em equipes de alto nível, em muitas
situações esta posição inicial é muito fugaz ao conectar os movimentos da
transição ofensiva com o próprio ataque estático.A capacidade de conectar as
diferentes fases de jogo é sintoma de maestria esportiva.
2.- Gestão do sistema
Compreende:
- A estruturação espacial: (spacing)
ocupar maior espaço favorece o ataque
- Isolar as ações de grupo ou
combinações táticas (meios táticos coletivos)
- As posições dos jogadores com
respeito ao Homem-bola, e entre si.
- Respeitar o balanço defensivo e a
possibilidade de rebote ofensivo.
- A circulação de jogadores:
- Dinamismo (especialmente os jogadores
sem bola)
- Equilíbrio de jogadores em ambos
lados (direita /esquerda)
- Ações no lado forte e lado débil
- Ações de jogo direto (com objetivo de
conseguir condições de lançamento) e de jogo indireto (com objetivo de
facilitar ações de companheiros, dar mobilidade a bola, etc.)
- A circulação da bola:
- Dinamismo da bola (por si só desajusta a defesa)
- Evitar passes muito curtos, e atenção
aos muito longos.
- Equilíbrio do jogo exterior e
interior
- Equilíbrio de jogo pela direita e
pela esquerda
- A sincronização espaço—temporal (“timing”)
- Fluidez do jogo
- Imperativos do tempo na regra de jogo
3.- Finalização
Compreende a ação de jogo direta e
definitiva, que um jogador elege para conseguir lançar à cesta com máximas
probabilidades de acerto. No momento de executar a finalização, seria desejável
estar em disposição de ir ao rebote, assim como de iniciar o balanço defensivo.
Tipos de sistemas de jogo ofensivos
Tradicionalmente se tem diferenciado,
três tipos de sistemas de jogo ofensivos (ver S. J. Ibáñez, 92): livres,
semilivres e sistematizados; ainda que seja discutível a conceituação que os
diferentes autores fazem ao longo da história de cada um dos tipos em numerosas
publicações.
Em minha opinião, em muito grosso modo,
as características dos três tipos de sistemas de jogo ofensivo são as
seguintes:
Para começar o conceito de jogo livre
se presta à confusão, já que totalmente livre não deveria existir nenhum
sistema de jogo, já que isso significaria ausência total das características
próprias dos sistemas de jogo. O jogo carente totalmente de
regras, como o que realizam alguns jovens jogadores em seus primeiros encontros
sem conhecimento nenhum do esporte, é o que podemos chamar de Jogo
anárquico. Este tipo de jogo deve ser eliminado o quanto antes, e em
seguida começar a estabelecer prioridades e normas simples, porém que permitam
uma ordenação mínima do jogo.
O Jogo livre que
particularmente fica mais bem definido por Jogo com normas (denominação
utilizada por alguns autores) se trata de ordenar alguns espaços de jogo e uma
posição inicial estabelecida pelo treinador, assim como certas prioridades no
movimento dos jogadores e ações com respeito ao jogador com bola. A partir daí,
cada jogador tem plena liberdade na escolha dos movimentos de jogo em função da
leitura da situação de jogo.
Permite jogar a partir de situações bem
básicas e normas de grande flexibilidade, aprendendo a criar situações
simplificadas de jogo, para a seguir resolvê-las. Desta forma o jogador pode
pôr em prática as situações de jogo trabalhadas nos treinamentos a partir de
sua identificação. Os meios táticos coletivos que se utilizam são selecionados
em função do nível e conhecimento dos próprios jogadores, e se baseiam em sua
própria competência, já que por ensaio-erro cada jogador tenderá a realizar
ações individuais nas quais tenha maior êxito ou se sinta mais competente.
Favorece a tomada de decisões e a atitude de assumir responsabilidades.
O jogo livre é utilizável não só nas
primeiras etapas da iniciação, mas em qualquer etapa, na minha opinião,
inclusive em qualquer equipe de alto rendimento, deveria ter em seu repertório
de sistemas ofensivos, um tipo de sistema de jogo livre. Entre outros motivos,
representa um tipo de jogo difícil de defender por ter grande variedade de
combinações (mais importante é que pouco aparece diante da otimização dos scoutings modernos).
Podemos diferenciar diversos tipos de
jogo livre, que foram agrupados da seguinte forma:
- Jogo
livre orientado a ações individuais: o que se deve ensinar desde a primeira
iniciação, com objetivo de evitar o jogo anárquico. Baseia-se em conceitos
fundamentais com relação às ações do jogador com bola e jogadores sem bola,
para conseguir uma ocupação de espaços coerente e evitar que um jogador possa
atrapalhar a ação de um companheiro, mediante algumas prioridades. Sempre se
joga sem posições específicas, e compartilhando a proposta de D. Cárdenas
(2003) considero que nas idades iniciais deveria se reduzir o número de
jogadores em jogo na competição para 3x3 ou 4x4.
- Jogo
livre orientado a ações coletivas: É o passo seguinte, no qual se começa a
introduzir meios táticos coletivos ou ações de grupo (back-door, dá e segue,
pick-roll, bloqueios,…).O sistema de jogo mais utilizado, e de grande valor
educativo neste sentido é o chamado “Passar e jogar” (Passing game), se
trata de um jogo contínuo cujas ações em geral se concentram na ação do
passador.
- A
partir daqui podemos incrementar as complexidades de um sistema de jogo
iniciando com a introdução de ações tático-técnicas específicas, como a inclusão
de um jogador interior móvel, quer dizer existe um pivô (jogador interior),
porém que não ataca como pivô específico fixo, que com o desenvolvimento do
jogo passa a ser jogador exterior, e um exterior pode passar a jogar como
interior). Este será o primeiro tipo de sistema de jogo que se utilizará no
momento em que se comece a trabalhar a tática-técnica individual por posições
específicas “com todos os jogadores”. Neste caso, uma das normas, será a forma
de estabelecer as rotações de exterior a interior e ao inverso.
- Os
seguintes níveis em complexidade, se não optamos por um tipo de jogo semilivre,
seria introduzir 2 jogadores interiores móveis, e em uma idade
conveniente, utilizar posições específicas fixas. Com normas
diferenciadas para exteriores e interiores.
Tradicionalmente a seguir vêm os
ataques semilivres, que diferentemente do grupo anterior, o treinador, além de
organizar a posição inicial, também estrutura o movimento de jogadores e bola,
quer dizer, concreta as opções (mais ou menos abertas) que se podem dar na
gestão do sistema. Não obstante, neste caso, segue sendo responsabilidade do
jogador identificar a situação de superioridade existente no jogo para escolher
a melhor finalização. Estes são os sistemas de jogo por conceitos.
Permite criar situações de jogo de superioridade que por estarem previamente
treinadas, são provocadas conscientemente na competição, e conseqüentemente os
jogadores sabem como resolvê-las. Permite a utilização de combinações táticas
de grupo de maior complexidade (o que seria muito difícil no Jogo livre, por
necessitar da coordenação de 3 ou mais jogadores em espaço e tempo). O
treinador pode basear a gestão do sistema nos pontos fortes de sua própria
equipe, e é utilizável com mínimas modificações diante de diferentes tipos de
sistemas defensivos. Não obstante, a repetição de combinações nos torna
vulneráveis aos scoutings, apesar de não existir sistemas específicos.
Exemplos tradicionais deste tipo de sistema é o conhecido “ataque Flex”,
os movimentos chamados de “triple post”, ou o sistema shuffle,
entre outros.
Finalmente na última categoria estariam
os sistemas de jogo sistematizados ou estruturados,
nos quais o treinador tem previsto, praticamente milímetro a milímetro, os
movimentos concretos de cada jogador assim como sua sincronização, quer dizer,
todas combinações, junto às possíveis finalizações associadas a cada combinação
tática. Inclusive existem treinadores que castigam o jogador que sai das
estritas seqüências estabelecidas. Permite trabalhar sobre os pontos fortes de
nossos melhores jogadores, e prever as melhores opções sendo também conscientes
dos elementos a evitar. Com alto volume de treinamento, permite dominar as
situações de partida previstas. Desgraçadamente é facilmente detectável
pelos scoutings, e determinados jogadores priorizarão o
desenvolvimento do sistema em detrimento da possibilidade de aproveitar uma
vantagem consistente e encestar. Se uma equipe não tem alternativas, diante de
defesas que anulem nossas combinações, comportará a incapacidade de nosso
ataque para anotar pontos. Dentro dos sistemas estruturados poderíamos também
identificar uma classificação em função de diferentes aspectos, não o faremos
porque este não é o objetivo deste texto, além de cada vez mais estar caindo em
desuso sua aplicação.
Para resumir, as diferenças entre os
três tipos de sistemas de jogo são, segundo o nível de decisão de cada fase:
Sistema
|
Posição
|
Gestão
|
Culminância
|
Jogo
livre
|
Treinador
|
Jogadores
|
Jogadores
|
Ataque
por conceitos
|
Treinador
|
Treinador
|
Jogadores
|
Ataque
estruturado
|
Treinador
|
Treinador
|
Treinador
|
Mudanças nos sistemas de jogo nos
últimos anos
Várias mudanças regulamentares,
especialmente a partir do ano de 1992 têm afetado os sistemas de jogo de ataque
e defesa. A aparição da linha de 6’25 forçou uma abertura das defesas, fato que
melhorou a dinâmica do esporte, pois além da adição do espetáculo dos tiros de
3 pontos, o jogo passou a ter maiores espaços de penetração para as jogadas
exteriores, e também para o jogo interior. Mas especialmente a diminuição do
tempo de posse para 24 segundos (fez diminuir mais de 6 segundos nos ataques,
pois neste tempo a bola já deve haver tocado o aro), causou uma pequena grande
revolução nos ataques.
Numerosas equipes se preparam para
pressionar o armador adversário em toda quadra, simplesmente pela diminuição do
tempo de ataque estático que isso provoca. Tudo isso supõe que os sistemas
tradicionais baseados em um alto número de combinações (cortes, bloqueios,
etc.), inclusive que acabavam por um lado e voltavam a começar pelo outro,
praticamente passaram para a história. Por não haver tempo suficiente para a
realização das funções das distintas posições específicas e concretamente para
o armador colocar em prática seu perfil.
A evolução do jogo nos leva a
combinações não excessivamente complexas, porém bem espaçadas e das quais os
jogadores devem saber tirar o melhor proveito durante a partida, tendo
diferentes possibilidades de decidir em função do tipo de defesa realizado pela
equipe contrária. Um sistema não pode conectar mais de três ou quatro
combinações no máximo, porque não há tempo material para executá-las, motivo
pelo qual todos os jogadores devem ter maior predisposição a finalizar quando a
ocasião se apresente.
O jogo livre com culminância
determinada
O jogo livre com culminância
determinada se trata de um bom sistema de jogo de progressão em
direção aos sistemas semilivres. Trata-se de um jogo livre (orientado a ações
coletivas), no qual introduzimos um estímulo ou senha pré-estabelecida e
conhecida por toda a equipe, que supõe a realização de uma combinação tática de
grupo determinada que deve conduzir a uma finalização em função da defesa da
equipe adversária.
Isso significa que a equipe inicia seu
ataque estático com o jogo livre, e no momento que se produz ou aparece a senha
(de forma aleatória, a provoca um jogador, ou inclusive se indica abertamente)
provoca uma situação ofensiva que todos os jogadores sabem executar.
Que tipos de sinais podem ser
utilizados? Assim como em sistemas estruturados normalmente se utiliza gestemas
(sinais com a mão realizados pelo armador, cores, números,…) facilmente
identificáveis pela equipe contrária, neste caso permite a utilização de praxemas,
quer dizer, determinadas situações de jogo (por exemplo, no momento que o ala
passe ao pivô de cima, ou quando o armador realize um corte vertical após
passar a bola ao ala) esta senha, permitirá não só executar a combinação
pré-estabelecida, e que permite ser treinada de forma minuciosa com todas as
possibilidades defensivas possíveis; sem contar que permite criar
responsabilidades de rebote e balanço defensivo porque sabemos que em pouco
tempo vai se dar a situação de culminância. Quer dizer, permite antecipar a
fase de jogo posterior, aspecto de vital importância inclusive em categorias de
formação.
Em equipes de formação, seremos bem
progressivos utilizando combinações conhecidas de sobras, treinadas e
utilizadas durante sistemas de jogo livre. Em uma equipe de alto rendimento se
pode permitir utilizar combinações com grande complexidade de sincronização,
com participação coordenada de maior número de jogadores e um maior número de
possibilidades, em função do nível tático e de compreensão dos jogadores.
Inclusive permite preparar combinações específicas para partidas concretas. Uma
máxima em todos os casos, é que mais vale pouco bem executado, que pretender
ter demasiadas situações que nunca acontecem.
Permite organizar o jogo coletivo, sem
cortar a criatividade dos jogadores, própria do jogo livre. Também permite um
nível de especialização de acordo com as características de nossa equipe ou
categoria. E segue sendo igualmente importante ler a defesa durante a situação
de jogo.
O treinador pode calibrar a freqüência
com a qual deseja jogar abertamente livre, ou utilizando as culminâncias
pré-estabelecidas, com a vantagem de que o tipo de senhas que se dá, e a menor
freqüência de aparição de combinações, torna especialmente difícil a observação
por parte da equipe adversária.
Igualmente ao jogo livre, permite jogar
com um jogador interior móvel, com dois, três ou com estas posições específicas
ocupadas por pivôs fixos.
Quando podemos introduzir este sistema
de ataque? A resposta seria, quando o jogo livre nos parecer insuficiente.
Porém devemos levar em consideração que utiliza combinações táticas de grupo, o
que significa que estes conteúdos devem haver sido desenvolvidos nos
treinamentos, e postos em prática em nosso sistema de jogo livre, no mínimo
durante alguns meses. Isto nos permitirá em uma etapa posterior estruturar
nossas possibilidades de culminância.
A utilização dos sistemas de jogo na
vida esportiva de uma equipe
Parece que os treinadores com certa
formação e experiência já têm claro que uma equipe de iniciação deve começar
por sistemas de jogo abertos, e a medida que a equipe cresce e se desenvolve
podemos avançar em direção aos sistemas menos abertos ou mais dirigidos.
Na primeira fase de iniciação devemos
progredir no jogo coletivo para evitar o jogo anárquico. Isso supõe estabelecer
os espaços de jogo e algumas prioridades bem simples nas quais se simplifique
ao máximo as decisões a serem tomadas pelo jogador. A limitação do uso do
drible é de grande ajuda, reservado para resolver as situações de 1x1.
À medida que se estrutura o jogo de
ataque, e o jogador aprende novos recursos ofensivos, especialmente coletivos,
permitirá por uma parte melhorar no ritmo de jogo e pensando no mini-basquete,
utilizar o ataque rápido como sistema para realizar cestas antes que a equipe
contrária se organize. Antes de qualquer coisa um sistema ofensivo deve ter
claro, em função da equipe e a categoria, que tipo de culminâncias nos
interessa estimular, nestas idades: as penetrações, e as recepções interiores
para arremessos curtos.
O trabalho sobre combinações táticas de
grupo (inicialmente os aclarados, rotações e dá e segue, posteriormente será o
momento de iniciar os bloqueios) permite avançar para sistemas de jogo com
incidência sobre estas ações coletivas que estamos trabalhando.
No momento de iniciar o trabalho de
técnica específica, com objetivo de que todos os jogadores conheçam as ações
das diferentes posições específicas, permite a diferenciação de jogadores
interiores e exteriores, porém de caráter variável (intercambiável com os
jogadores exteriores). Até que esta aprendizagem não se concretize, sou
partidário de que as competições oficiais sejam jogadas con 4 jogadores por
equipe.
Isso permitiria sem dúvida fixar melhor
os conceitos básicos coletivos, para construir sobre eles, ações de maior
dificuldade (triangulações, dobras cortes, situações de 2x2 exterior-interior,
bloqueios de maior complexidade, etc.)
A aparição do jogo com 2 jogadores
interiores, supõe um nível superior no jogo, já que implica numa redefinição
espacial, apta para o jogo de 5x5. A partir deste momento, em função do nível
da equipe e a categoria podemos iniciar os sistemas de jogo livre com
culminância determinada, ou optar por sistemas de ataque por conceitos ou
semilivres.
Estes sistemas de jogo nos permitirão
crescer em quantidade (de possíveis combinações e situações táticas que podemos
acrescentar) e qualidade (ou complexidade, em função das características de
nossa equipe ou jogadores específicos), tanto em uma mesma temporada, como ao
longo da vida esportiva do grupo. Em minha opinião os sistemas de ataque
totalmente sistematizados deveriam ficar apenas para a história.
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