quarta-feira, 24 de setembro de 2025

JOGO LIVRE...

O JOGO LIVRE COM CULMINÂNCIA DETERMINADA:
O SISTEMA DE ATAQUE DO FUTURO
Autoria: J. Ticó

INEF Catalunya – Universitat de Lleida
Tradução livre : Agilson Alves
Introdução e conceituação
Não creio que seja necessário aprofundar os aspectos teóricos e matizes conceituais para definir o objeto de análise que nos ocupa. Em seu lugar prefiro tratar o tema sob meu ponto de vista, fruto de minha experiência e forma de entender o Basquetebol moderno na iniciação e no alto nível.
Vamos nos referir especificamente a uma parte do jogo (do jogo coletivo); jogo que podemos dividir no que denominamos as fases do jogo: Ao perder a posse da bola: Balanço defensivo (Transição defensiva…); a defesa estática (defesa coletiva, sistemas de jogo defensivos…), e após recuperar a posse da bola: contra-ataque e/ou transição ofensiva e o ataque estático onde se desenvolvem os sistemas de jogo ofensivos.
Um sistema de jogo é a estratégia, em maior ou menor medida preparada e planejada pelo treinador, dirigida a ordenar e coordenar as posições em quadra, deslocamentos e ocupação de espaços, assim como as diferentes ações do jogo (com e sem bola, individuais e em grupo) dos diferentes jogadores da equipe, com a finalidade de obter êxito frente à oposição da equipe contrária os objetivos do jogo.
Isso implica necessariamente em levar em conta um número enorme de fatores:    
·        Que deve ser compreendido e bem treinado;
·        Necessita coordenação de ações entre diferentes jogadores; incluindo ações individuais e de grupo (combinações entre 2, 3 ou 4 jogadores);
·        Sejam sistemas mais abertos ou fechados, sempre existe a incerteza de como se oporá a equipe adversária a cada seqüência, motivo pelo qual será imprescindível a leitura da situação de jogo por parte dos jogadores, interpretação das prioridades e certa “criatividade” na elaboração de respostas ao jogo;
·        Implica que os jogadores tomem decisões, não só em função da situação concreta do jogo em um momento determinado, mas também influenciado por sua posição específica, seu estilo pessoal e os pontos fortes individuais, a superioridade numérica com respeito ao defensor ou a equipe contrária, o que impõe as regras sobre o tempo, o estilo e prioridades definidas pelo treinador, e um elevado número de fatores que de forma direta ou indireta podem influir em uma determinada tomada de decisão; (ainda que um treinador pretenda simplificar todas as possíveis respostas, a quantidade de combinações possíveis supõe inexoravelmente um processo dedutivo por parte do jogador).
·        Compreende uma ordenação tanto espacial como temporal das ações;
·        Devem estar encaminhadas para conseguir eficácia ofensiva

Fases de um sistema de jogo ofensivo e características que deveria cumprir
Ao mesmo tempo em que existem múltiplas possibilidades, poderíamos diferenciar claramente três fases seqüenciais em qualquer sistema de jogo, e cada uma deveria compreender certas características:

1.- Posição inicial:
É a ocupação espacial dos jogadores para iniciar o ataque estático. Sempre decidida pelo treinador de antemão.
Nela devem se pré-estabelecer além da situação em quadra (1-2-2, 1-3-1, etc.), se vai jogar com posições específicas fixas ou variáveis, e o número de jogadores na primeira linha e o número de jogadores interiores,
Em equipes de alto nível, em muitas situações esta posição inicial é muito fugaz ao conectar os movimentos da transição ofensiva com o próprio ataque estático.A capacidade de conectar as diferentes fases de jogo é sintoma de maestria esportiva.
2.- Gestão do sistema
Compreende:
- A estruturação espacial: (spacing) ocupar maior espaço favorece o ataque
- Isolar as ações de grupo ou combinações táticas (meios táticos coletivos)
- As posições dos jogadores com respeito ao Homem-bola, e entre si.
- Respeitar o balanço defensivo e a possibilidade de rebote ofensivo.
- A circulação de jogadores:
- Dinamismo (especialmente os jogadores sem bola)
- Equilíbrio de jogadores em ambos lados (direita /esquerda)
- Ações no lado forte e lado débil
- Ações de jogo direto (com objetivo de conseguir condições de lançamento) e de jogo indireto (com objetivo de facilitar ações de companheiros, dar mobilidade a bola, etc.)
- A circulação da bola:
- Dinamismo da bola (por si só desajusta a defesa)
- Evitar passes muito curtos, e atenção aos muito longos.
- Equilíbrio do jogo exterior e interior
- Equilíbrio de jogo pela direita e pela esquerda
- A sincronização espaço—temporal (“timing”)
- Fluidez do jogo
- Imperativos do tempo na regra de jogo
3.- Finalização
Compreende a ação de jogo direta e definitiva, que um jogador elege para conseguir lançar à cesta com máximas probabilidades de acerto. No momento de executar a finalização, seria desejável estar em disposição de ir ao rebote, assim como de iniciar o balanço defensivo.
Tipos de sistemas de jogo ofensivos
Tradicionalmente se tem diferenciado, três tipos de sistemas de jogo ofensivos (ver S. J. Ibáñez, 92): livres, semilivres e sistematizados; ainda que seja discutível a conceituação que os diferentes autores fazem ao longo da história de cada um dos tipos em numerosas publicações.
Em minha opinião, em muito grosso modo, as características dos três tipos de sistemas de jogo ofensivo são as seguintes:
Para começar o conceito de jogo livre se presta à confusão, já que totalmente livre não deveria existir nenhum sistema de jogo, já que isso significaria ausência total das características próprias dos sistemas de jogo. O jogo carente totalmente de regras, como o que realizam alguns jovens jogadores em seus primeiros encontros sem conhecimento nenhum do esporte, é o que podemos chamar de Jogo anárquico. Este tipo de jogo deve ser eliminado o quanto antes, e em seguida começar a estabelecer prioridades e normas simples, porém que permitam uma ordenação mínima do jogo.
Jogo livre que particularmente fica mais bem definido por Jogo com normas (denominação utilizada por alguns autores) se trata de ordenar alguns espaços de jogo e uma posição inicial estabelecida pelo treinador, assim como certas prioridades no movimento dos jogadores e ações com respeito ao jogador com bola. A partir daí, cada jogador tem plena liberdade na escolha dos movimentos de jogo em função da leitura da situação de jogo.
Permite jogar a partir de situações bem básicas e normas de grande flexibilidade, aprendendo a criar situações simplificadas de jogo, para a seguir resolvê-las. Desta forma o jogador pode pôr em prática as situações de jogo trabalhadas nos treinamentos a partir de sua identificação. Os meios táticos coletivos que se utilizam são selecionados em função do nível e conhecimento dos próprios jogadores, e se baseiam em sua própria competência, já que por ensaio-erro cada jogador tenderá a realizar ações individuais nas quais tenha maior êxito ou se sinta mais competente. Favorece a tomada de decisões e a atitude de assumir responsabilidades.
O jogo livre é utilizável não só nas primeiras etapas da iniciação, mas em qualquer etapa, na minha opinião, inclusive em qualquer equipe de alto rendimento, deveria ter em seu repertório de sistemas ofensivos, um tipo de sistema de jogo livre. Entre outros motivos, representa um tipo de jogo difícil de defender por ter grande variedade de combinações (mais importante é que pouco aparece diante da otimização dos scoutings modernos).
Podemos diferenciar diversos tipos de jogo livre, que foram agrupados da seguinte forma:
-       Jogo livre orientado a ações individuais: o que se deve ensinar desde a primeira iniciação, com objetivo de evitar o jogo anárquico. Baseia-se em conceitos fundamentais com relação às ações do jogador com bola e jogadores sem bola, para conseguir uma ocupação de espaços coerente e evitar que um jogador possa atrapalhar a ação de um companheiro, mediante algumas prioridades. Sempre se joga sem posições específicas, e compartilhando a proposta de D. Cárdenas (2003) considero que nas idades iniciais deveria se reduzir o número de jogadores em jogo na competição para 3x3 ou 4x4.
-       Jogo livre orientado a ações coletivas: É o passo seguinte, no qual se começa a introduzir meios táticos coletivos ou ações de grupo (back-door, dá e segue, pick-roll, bloqueios,…).O sistema de jogo mais utilizado, e de grande valor educativo neste sentido é o chamado “Passar e jogar” (Passing game), se trata de um jogo contínuo cujas ações em geral se concentram na ação do passador.
-       A partir daqui podemos incrementar as complexidades de um sistema de jogo iniciando com a introdução de ações tático-técnicas específicas, como a inclusão de um jogador interior móvel, quer dizer existe um pivô (jogador interior), porém que não ataca como pivô específico fixo, que com o desenvolvimento do jogo passa a ser jogador exterior, e um exterior pode passar a jogar como interior). Este será o primeiro tipo de sistema de jogo que se utilizará no momento em que se comece a trabalhar a tática-técnica individual por posições específicas “com todos os jogadores”. Neste caso, uma das normas, será a forma de estabelecer as rotações de exterior a interior e ao inverso.
-       Os seguintes níveis em complexidade, se não optamos por um tipo de jogo semilivre, seria introduzir 2 jogadores interiores móveis, e em uma idade conveniente, utilizar posições específicas fixas. Com normas diferenciadas para exteriores e interiores.

Tradicionalmente a seguir vêm os ataques semilivres, que diferentemente do grupo anterior, o treinador, além de organizar a posição inicial, também estrutura o movimento de jogadores e bola, quer dizer, concreta as opções (mais ou menos abertas) que se podem dar na gestão do sistema. Não obstante, neste caso, segue sendo responsabilidade do jogador identificar a situação de superioridade existente no jogo para escolher a melhor finalização. Estes são os sistemas de jogo por conceitos. Permite criar situações de jogo de superioridade que por estarem previamente treinadas, são provocadas conscientemente na competição, e conseqüentemente os jogadores sabem como resolvê-las. Permite a utilização de combinações táticas de grupo de maior complexidade (o que seria muito difícil no Jogo livre, por necessitar da coordenação de 3 ou mais jogadores em espaço e tempo). O treinador pode basear a gestão do sistema nos pontos fortes de sua própria equipe, e é utilizável com mínimas modificações diante de diferentes tipos de sistemas defensivos. Não obstante, a repetição de combinações nos torna vulneráveis aos scoutings, apesar de não existir sistemas específicos. Exemplos tradicionais deste tipo de sistema é o conhecido “ataque Flex”, os movimentos chamados de “triple post”, ou o sistema shuffle, entre outros.
Finalmente na última categoria estariam os sistemas de jogo sistematizados ou estruturados, nos quais o treinador tem previsto, praticamente milímetro a milímetro, os movimentos concretos de cada jogador assim como sua sincronização, quer dizer, todas combinações, junto às possíveis finalizações associadas a cada combinação tática. Inclusive existem treinadores que castigam o jogador que sai das estritas seqüências estabelecidas. Permite trabalhar sobre os pontos fortes de nossos melhores jogadores, e prever as melhores opções sendo também conscientes dos elementos a evitar. Com alto volume de treinamento, permite dominar as situações de partida previstas. Desgraçadamente é facilmente detectável pelos scoutings, e determinados jogadores priorizarão o desenvolvimento do sistema em detrimento da possibilidade de aproveitar uma vantagem consistente e encestar. Se uma equipe não tem alternativas, diante de defesas que anulem nossas combinações, comportará a incapacidade de nosso ataque para anotar pontos. Dentro dos sistemas estruturados poderíamos também identificar uma classificação em função de diferentes aspectos, não o faremos porque este não é o objetivo deste texto, além de cada vez mais estar caindo em desuso sua aplicação.
Para resumir, as diferenças entre os três tipos de sistemas de jogo são, segundo o nível de decisão de cada fase:

Sistema
 Posição
Gestão
Culminância
Jogo livre
Treinador
Jogadores
Jogadores
Ataque por conceitos
Treinador
Treinador
Jogadores
Ataque estruturado
Treinador
Treinador
Treinador

Mudanças nos sistemas de jogo nos últimos anos
Várias mudanças regulamentares, especialmente a partir do ano de 1992 têm afetado os sistemas de jogo de ataque e defesa. A aparição da linha de 6’25 forçou uma abertura das defesas, fato que melhorou a dinâmica do esporte, pois além da adição do espetáculo dos tiros de 3 pontos, o jogo passou a ter maiores espaços de penetração para as jogadas exteriores, e também para o jogo interior. Mas especialmente a diminuição do tempo de posse para 24 segundos (fez diminuir mais de 6 segundos nos ataques, pois neste tempo a bola já deve haver tocado o aro), causou uma pequena grande revolução nos ataques.

Numerosas equipes se preparam para pressionar o armador adversário em toda quadra, simplesmente pela diminuição do tempo de ataque estático que isso provoca. Tudo isso supõe que os sistemas tradicionais baseados em um alto número de combinações (cortes, bloqueios, etc.), inclusive que acabavam por um lado e voltavam a começar pelo outro, praticamente passaram para a história. Por não haver tempo suficiente para a realização das funções das distintas posições específicas e concretamente para o armador colocar em prática seu perfil.
A evolução do jogo nos leva a combinações não excessivamente complexas, porém bem espaçadas e das quais os jogadores devem saber tirar o melhor proveito durante a partida, tendo diferentes possibilidades de decidir em função do tipo de defesa realizado pela equipe contrária. Um sistema não pode conectar mais de três ou quatro combinações no máximo, porque não há tempo material para executá-las, motivo pelo qual todos os jogadores devem ter maior predisposição a finalizar quando a ocasião se apresente.
O jogo livre com culminância determinada
jogo livre com culminância determinada se trata de um bom sistema de jogo de progressão em direção aos sistemas semilivres. Trata-se de um jogo livre (orientado a ações coletivas), no qual introduzimos um estímulo ou senha pré-estabelecida e conhecida por toda a equipe, que supõe a realização de uma combinação tática de grupo determinada que deve conduzir a uma finalização em função da defesa da equipe adversária.
Isso significa que a equipe inicia seu ataque estático com o jogo livre, e no momento que se produz ou aparece a senha (de forma aleatória, a provoca um jogador, ou inclusive se indica abertamente) provoca uma situação ofensiva que todos os jogadores sabem executar.
Que tipos de sinais podem ser utilizados? Assim como em sistemas estruturados normalmente se utiliza gestemas (sinais com a mão realizados pelo armador, cores, números,…) facilmente identificáveis pela equipe contrária, neste caso permite a utilização de praxemas, quer dizer, determinadas situações de jogo (por exemplo, no momento que o ala passe ao pivô de cima, ou quando o armador realize um corte vertical após passar a bola ao ala) esta senha, permitirá não só executar a combinação pré-estabelecida, e que permite ser treinada de forma minuciosa com todas as possibilidades defensivas possíveis; sem contar que permite criar responsabilidades de rebote e balanço defensivo porque sabemos que em pouco tempo vai se dar a situação de culminância. Quer dizer, permite antecipar a fase de jogo posterior, aspecto de vital importância inclusive em categorias de formação.
Em equipes de formação, seremos bem progressivos utilizando combinações conhecidas de sobras, treinadas e utilizadas durante sistemas de jogo livre. Em uma equipe de alto rendimento se pode permitir utilizar combinações com grande complexidade de sincronização, com participação coordenada de maior número de jogadores e um maior número de possibilidades, em função do nível tático e de compreensão dos jogadores. Inclusive permite preparar combinações específicas para partidas concretas. Uma máxima em todos os casos, é que mais vale pouco bem executado, que pretender ter demasiadas situações que nunca acontecem.
Permite organizar o jogo coletivo, sem cortar a criatividade dos jogadores, própria do jogo livre. Também permite um nível de especialização de acordo com as características de nossa equipe ou categoria. E segue sendo igualmente importante ler a defesa durante a situação de jogo.
O treinador pode calibrar a freqüência com a qual deseja jogar abertamente livre, ou utilizando as culminâncias pré-estabelecidas, com a vantagem de que o tipo de senhas que se dá, e a menor freqüência de aparição de combinações, torna especialmente difícil a observação por parte da equipe adversária.
Igualmente ao jogo livre, permite jogar com um jogador interior móvel, com dois, três ou com estas posições específicas ocupadas por pivôs fixos.
Quando podemos introduzir este sistema de ataque? A resposta seria, quando o jogo livre nos parecer insuficiente. Porém devemos levar em consideração que utiliza combinações táticas de grupo, o que significa que estes conteúdos devem haver sido desenvolvidos nos treinamentos, e postos em prática em nosso sistema de jogo livre, no mínimo durante alguns meses. Isto nos permitirá em uma etapa posterior estruturar nossas possibilidades de culminância.

A utilização dos sistemas de jogo na vida esportiva de uma equipe
Parece que os treinadores com certa formação e experiência já têm claro que uma equipe de iniciação deve começar por sistemas de jogo abertos, e a medida que a equipe cresce e se desenvolve podemos avançar em direção aos sistemas menos abertos ou mais dirigidos.
Na primeira fase de iniciação devemos progredir no jogo coletivo para evitar o jogo anárquico. Isso supõe estabelecer os espaços de jogo e algumas prioridades bem simples nas quais se simplifique ao máximo as decisões a serem tomadas pelo jogador. A limitação do uso do drible é de grande ajuda, reservado para resolver as situações de 1x1.
À medida que se estrutura o jogo de ataque, e o jogador aprende novos recursos ofensivos, especialmente coletivos, permitirá por uma parte melhorar no ritmo de jogo e pensando no mini-basquete, utilizar o ataque rápido como sistema para realizar cestas antes que a equipe contrária se organize. Antes de qualquer coisa um sistema ofensivo deve ter claro, em função da equipe e a categoria, que tipo de culminâncias nos interessa estimular, nestas idades: as penetrações, e as recepções interiores para arremessos curtos.
O trabalho sobre combinações táticas de grupo (inicialmente os aclarados, rotações e dá e segue, posteriormente será o momento de iniciar os bloqueios) permite avançar para sistemas de jogo com incidência sobre estas ações coletivas que estamos trabalhando.
No momento de iniciar o trabalho de técnica específica, com objetivo de que todos os jogadores conheçam as ações das diferentes posições específicas, permite a diferenciação de jogadores interiores e exteriores, porém de caráter variável (intercambiável com os jogadores exteriores). Até que esta aprendizagem não se concretize, sou partidário de que as competições oficiais sejam jogadas con 4 jogadores por equipe.
Isso permitiria sem dúvida fixar melhor os conceitos básicos coletivos, para construir sobre eles, ações de maior dificuldade (triangulações, dobras cortes, situações de 2x2 exterior-interior, bloqueios de maior complexidade, etc.)
A aparição do jogo com 2 jogadores interiores, supõe um nível superior no jogo, já que implica numa redefinição espacial, apta para o jogo de 5x5. A partir deste momento, em função do nível da equipe e a categoria podemos iniciar os sistemas de jogo livre com culminância determinada, ou optar por sistemas de ataque por conceitos ou semilivres.
Estes sistemas de jogo nos permitirão crescer em quantidade (de possíveis combinações e situações táticas que podemos acrescentar) e qualidade (ou complexidade, em função das características de nossa equipe ou jogadores específicos), tanto em uma mesma temporada, como ao longo da vida esportiva do grupo. Em minha opinião os sistemas de ataque totalmente sistematizados deveriam ficar apenas para a história.

Bibliografia
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Giménez, F.J. y Sáenz-López, P. (1999). Aspectos teóricos y prácticos de la iniciación al Baloncesto. Excma. Diputación de Huelva.
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Ticó, J. (2002) Apuntes de la asignatura “Ampliación de los Fundamentos de los deportes: Baloncesto” INEFC-Lleida (inédito).

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