VINTE E SEIS IDEIAS PARA O ENSINO
DOS FUNDAMENTOS INDIVIDUAIS - 2ª PARTE
Por Juan José Hernandez Liras.
Treinador Superior- Federación de Baloncesto de Madrid(Espanha).
Tradução: Agilson Alves
14. Procure que
os jogadores façam o que gostam (geralmente jogar), trabalhando aquilo que tu
desejas. "Engana-os" tornando teu treinamento útil e atrativo ao
mesmo tempo, porém sendo consciente de que existem coisas que às vezes precisam
ser trabalhadas de forma aborrecida e de que há até os momentos nos quais é
adequado que o jogador se aborreça. Contudo analisando de forma global, a
experiência de se acercar ao basquetebol tem que ser para o jogador divertida e
atrativa.
15. Usa o jogo
como ferramenta básica de tua metodologia de ensino dos Fundamentos
individuais. Conseguirás deste modo essa diversão e atração da qual estamos
falando.
16. Deves ser
exigente com teus jogadores, mas também contigo mesmo. Não deixes nada à
improvisação e não inventes "durante o percurso". Prepara teu
treinamento e elabora uma progressão adequada e bem analisada do trabalho dos
Fundamentos individuais.
17. Adequar o
trabalho à idade dos jogadores. Os conceitos são iguais em qualquer idade e com
qualquer experiência, é a forma de treiná-los, que é distinta. Não caia
no erro de treinar crianças ou adolescentes como se estivesse diante de
jogadores profissionais.
18. Tente ser um
modelo eficaz. O jogador executará melhor aquilo que tiver visto você fazer.
Não basta explicar um movimento, é melhor que o vejam, antes de executar. Caso
não se consideres um bom modelo na execução dos gestos, o melhor a fazer é
dividir essa tarefa com um auxiliar.
19. Seja
paciente, deixe que teus jogadores se equivoquem e que melhorem pouco a pouco.
Existem coisas que não se aprendem de um dia para o outro. O jogador necessita
do teu esforço, compreensão e paciência. Quando estas condições são dadas, o
jogador gradativamente progredirá.
20. Não corrijas
tudo e em todo momento. Encontra o momento adequado para corrigir (focaliza teu
trabalho em um ou dois objetivos) e a forma oportuna de fazê-lo. Em
determinados casos pode não ser boa ideia corrigir o aluno diante dos
companheiros ou no momento em que se produziu o erro. Valoriza a situação,
procure conhecer seus jogadores e toma a melhor decisão a respeito.
21. Não
transmita tudo o que o jogador deve fazer. Pratica em algumas ocasiões o
"ensaio e erro". Podes deixar que o jogador descubra por si mesmo a
solução do problema, todavia facilitando-lhe o trabalho, dando-lhe pistas e um
feedback adequado. Em diversas ocasiões podes usar perguntas, com o intuito de
centrar a atenção do jogador, fazendo-o pensar e deste modo, interiorizar
melhor a solução.
22. Estabeleça
expectativas realistas para cada jogador. Pratica uma metodologia de ensino
individualizada, pois cada jogador possui condições distintas. Planeje
objetivos individuais. Nem todo o mundo pode aprender o mesmo nem
responder da mesma forma diante de um método de aprendizagem. Procura conhecer
teus jogadores e descobrir a melhor forma de levá-los ao conhecimento.
23. "Caça"
os alunos fazendo coisas corretas. Quando isso acontecer felicita-os em
público, isso aumentará sua motivação e sua autoconfiança e gerará o desejo de
imitar a conduta premiada por parte dos demais. Todos respondemos melhor ao
elogio do que à crítica, usa por esse motivo com maior frequência o
"reforço positivo".
24. Sempre que
for possível, dá instruções breves, fáceis de entender e de forma amena, com o
objetivo de fazer render ao máximo o tempo de treinamento. Usa palavras
estratégicas que o jogador reconheça e que façam que eles se concentrem em um
determinado aspecto. Não faça discursos que aborreçam e incluam muitas ideias,
pois o jogador se distrairá e será impossível recordar todas as dicas.
25. Usa o tom de
voz adequado ao momento. Nem sempre deve ser o mesmo. Se sempre berras, o
jogador se acostumará a isso e não responderá adequadamente quando esse berro
seja necessário. Se sempre usa uma entonação baixa, como resultado será mais
difícil usar o tom de tua voz para relaxar uma situação tensa.
26. Seja um
entusiasta, pois isto é algo que contagia aos que te rodeiam. Se és e
demonstras ser comprometido, como resultado será mais fácil conseguir o
compromisso dos que te rodeiam. Vale mais o exemplo do que o discurso.
E definitivamente, deve saber que se
consegues motivar e dotar teus jogadores de um alto grau de autoconfiança terás
construído as bases para uma aprendizagem eficaz. Para isso será fundamental
que se divirtam e que se sintam bem.
Fonte: www.bdbaloncesto.com
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