quarta-feira, 24 de setembro de 2025

VINTE E SEIS IDEIAS - 1ª PARTE

VINTE E SEIS IDEIAS PARA O ENSINO DOS FUNDAMENTOS INDIVIDUAIS - 1ª PARTE

Por Juan José Hernandez Liras. Treinador Superior- Federación de Baloncesto de Madrid(Espanha).

Tradução: Agilson Alves

1. Procure fazer com que teus exercícios captem a atenção e atraiam o interesse do grupo. Assim conseguirás uma grande motivação nos jogadores, que em seguida só deverás tentar manter. Exercícios variados, jogos, competições e uso de diversos elementos, são algumas das coisas que farão que a atração pelo treinamento aumente.
2. Consiga que os exercícios sejam de certa forma difíceis, porém realizáveis, isso aumentará a motivação pela aprendizagem. Se algo é impossível de conseguir desaparecerá a motivação no momento exato que o jogador descobrir isso, porém também se for demasiado fácil de alcançar também não haverá desafio a se vencer, quando se alcançar uma meta, deverão aparecer logo em seguida novos objetivos.
3. Aplique exercícios nos quais mesmo trabalhando um objetivo concreto, trabalhes "algo mais". Podemos assim falar de exercícios "multi-objetivos com um objetivo central".  Assim, por exemplo, se pode trabalhar as paradas com bola deixando o jogador arremessar depois de parar, desde que não se desvie a atenção em excesso do objetivo que queremos trabalhar nem se utilizem demasiadas repetições do objetivo secundário.
4. Tente fazer com que o jogador fique muito tempo em contato com a bola, pois a aprendizagem de fundamentos que exijam o controle de bola requerem mais tempo de prática que os fundamentos coletivos do jogo (Tática), que muitas vezes exigem um componente de atenção e concentração maior que de repetição. Isso se deve ao fato que a qualidade da tática da equipe e a eficiência do jogador no aspecto coletivo dependerá da habilidade do mesmo no trato com a bola.  
5. Faça que o jogador esteja quase o tempo todo em atividade física e mental. Não queremos "espectadores", e sim gente implicada num esforço físico e mental que repercutirá em uma aprendizagem e que o treinamento seja de qualidade e tenha servido para os fazer crescer como jogadores. Eles têm que sair do treino sendo melhores jogadores do que eram quando entraram. Para isso é fundamental o tipo de exercício proposto por você, que deve obrigar ao jogador a se esforçar fisicamente e também pensar, tomando decisões o que é essencial para seu sucesso no jogo.
6. Crie situações de "tráfego" para aplicar exercícios mais próximos da realidade do jogo. Sem dizer aos jogadores que atrapalhem uns aos outros, podes criar situações nas quais isto ocorra, obrigando-os a decidir e reagir rapidamente em resposta ao que está ocorrendo em quadra. Por exemplo, podemos trabalhar finalizações a cesta nas quais os jogadores após realizar seu trabalho, passem na frente dos que ainda estão executando, obrigando-lhes a decidir de imediato, reagindo da mesma forma que será necessária em uma partida.
7. Insira componentes de tomada de decisão quando seu grupo tiver alcançado um certo domínio técnico, conseguindo dessa forma que o jogador não se limite apenas a executar, mas que enquanto executa um movimento esteja pensando no que faz. Por exemplo, ao trabalhar o passar e cortar com defensor, deixar que o jogador que tem que passar a bola avalie a situação com relação ao defensor e possa tomar uma decisão alternativa a de passar.
8. Enriqueça os exercícios usando todas as ferramentas disponíveis: cones, arcos, escadas, cordas, bolas de outros esportes, etc. Com isto se consegue chamar a atenção dos jogadores e trabalhar respostas motoras distintas, assim como trabalhar a percepção dos atletas.
9. Busca uma forma de "temperar" os exercícios quando estiveres trabalhando coisas "chatas". Quando um exercício é desmotivante por natureza, se pode ocasionalmente acrescentar a ele componentes que o converta em mais motivador: competir, trabalhar a parte chata intercalada com outra mais atrativa ou dentro de um jogo, etc.
10. Busca exercícios criativos e troca-os constantemente, de forma que provoquem respostas motoras novas. Isto faz seu trabalho, de forma intrínseca, ir evoluindo gradativamente, devido ao constante surgimento de novas dificuldades.
Nunca termine um treinamento sem haver realizado um exercício novo ou variado um antigo. Surpreenda a teus jogadores.
11. Fomenta que teus jogadores "inventem" e os faz perceber que você gosta que seja assim. Não reprimas sua criatividade e imaginação. Permita e incentive que tomem decisões, mesmo que o resultado das mesmas não seja em certas ocasiões adequado devido a uma má decisão ou por problemas na execução. Quando ocorrer uma decisão ruim, não deixes passar a oportunidade de utilizá-la como ferramenta de aprendizagem, nestas ocasiões perguntando ao jogador por que não se alcançou o objetivo e qual deveria ter sido a decisão adequada.
12. Persiga a perfeição e cuide de cada detalhe naquelas coisas que são realmente importantes. Insiste em lembrá-los as situações de jogo na hora de realizar os exercícios. Sendo assim, não permita que nenhum exercício se inicie sem uma adequada posição de equilíbrio, visão alta ou uma correta empunhadura da bola. Caso seja necessário pára, separa e corrige.

13. Passe por alto os detalhes que não forem importantes ou que não forem objetivos nesse momento. Evitaremos assim dar demasiada informação ao jogador (muita dela inútil  e não assimilável) e perda de tempo.

Fonte: www.bdbaloncesto.com

CONTINUA...

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