John
Wooden - Filosofia de treinamento - 1ª PARTE
Webster nos disse, entre outras coisas,
que um filósofo é uma pessoa que encara todas as situações, tanto favoráveis
quanto desfavoráveis, com calma e compostura. Ademais, entre seus comentários
ele faz uma definição de filosofia: amor à sabedoria ou ao conhecimento, ao
estudo do processo que preside, a conduta e o pensamento; princípios gerais das
leis ou um campo de conhecimento ou atividade e um estudo da moral humana,
caráter e comportamento.
Certamente, estas definições indicam a necessidade que tem um treinador de ser algo mais que um filósofo e ter uma filosofia própria que lhe permita fazer o correto na profissão que escolheu.
Os psiquiatras dizem que dois possíveis sintomas de enfermidade são a mania de grandeza e a mania de perseguição. Os treinadores sofrem delírios de grandeza quando suas equipes alcançam o que não parecia possível e mania de perseguição quando tudo parece que está contra eles. Eles devem aceitar filosoficamente estas situações com calma e serenidade e continuar tomando decisões com a mente clara e sentido comum.
Os treinadores devem ser capazes de reagir de maneira filosófica diante de qualquer reação imprevisível dos jogadores, fãs, adversários, ou quaisquer outras pessoas que tenham um interesse pessoal nos participantes, no jogo ou nos resultados das partidas. O treinador deve saber seu lugar como profissional frente ao público e receberá, em algumas ocasiões, tanto críticas injustificadas como elogios; ele não deve ser afetado em nenhuma das duas situações. Deve realizar boa parte de seu trabalho sob circunstâncias que considero serem de natureza emotiva entre indivíduos imaturos.
Considero uma tarefa difícil explicar minha filosofia, creio que os seguintes pontos constituam uma parte dela.
Certamente, estas definições indicam a necessidade que tem um treinador de ser algo mais que um filósofo e ter uma filosofia própria que lhe permita fazer o correto na profissão que escolheu.
Os psiquiatras dizem que dois possíveis sintomas de enfermidade são a mania de grandeza e a mania de perseguição. Os treinadores sofrem delírios de grandeza quando suas equipes alcançam o que não parecia possível e mania de perseguição quando tudo parece que está contra eles. Eles devem aceitar filosoficamente estas situações com calma e serenidade e continuar tomando decisões com a mente clara e sentido comum.
Os treinadores devem ser capazes de reagir de maneira filosófica diante de qualquer reação imprevisível dos jogadores, fãs, adversários, ou quaisquer outras pessoas que tenham um interesse pessoal nos participantes, no jogo ou nos resultados das partidas. O treinador deve saber seu lugar como profissional frente ao público e receberá, em algumas ocasiões, tanto críticas injustificadas como elogios; ele não deve ser afetado em nenhuma das duas situações. Deve realizar boa parte de seu trabalho sob circunstâncias que considero serem de natureza emotiva entre indivíduos imaturos.
Considero uma tarefa difícil explicar minha filosofia, creio que os seguintes pontos constituam uma parte dela.
FAZER O
MELHOR:
Um treinador deve fazer só o melhor, nada mais, porém está obrigado a fazê-lo, não só por ele mesmo, também pelos que o tenham contratado e pelas pessoas que estão sob sua supervisão. Se realmente fazes o melhor, e realmente só tu o sabes, então terás êxito e o resultado não importará, tanto se for favorável como se não. De todo modo, quando falhas havendo feito o melhor por tua parte, sempre pensas que o marcador deveria te haver sido mais favorável.
Isto não significa que não tenhas que treinar para ganhar. Deves ensinar a teus jogadores a jogar para ganhar e deves fazer tudo o que esteja ao teu alcance para isso desde que sempre seja ético e honesto. Não quero jogadores que não tenham um claro desejo de vencer e que não joguem duro para conseguir este objetivo. Quero ser capaz de sentir e que meus jogadores sintam que fazendo o melhor se consegue a vitória.
É completamente possível que qualquer êxito que tivemos ou que vamos ter estejam diretamente relacionados a minha capacidade não só de inculcar esta ideia em meus jogadores, mas também de cumprir comigo mesmo.
Por isso, continuamente lembro a meus jogadores que tudo o que espero deles tanto nos treinamentos como nos jogos é o seu maior esforço. Devem estar ansiosos para converterem-se nos melhores que sejam capazes de ser. Eu lhes digo isto, ao mesmo tempo em que quero que estejam contentes pela vitória e por sua atuação pessoal, que tenham a maior satisfação sabendo que eles e a equipe tenham feito o melhor. Espero que suas ações ou conduta durante a partida não indiquem a vitória ou a derrota. As cabeças sempre devem estar erguidas quando tenham feito o melhor, apesar do placar e não há razão para estar demasiado contente por uma vitória nem demasiado deprimido por uma derrota.
Além do mais estou profundamente convencido que aqueles que têm a satisfação de saber que tenham feito o melhor acabarão as partidas de uma forma conveniente, e quiçá melhor que o que sua capacidade natural demonstre.
Um treinador deve fazer só o melhor, nada mais, porém está obrigado a fazê-lo, não só por ele mesmo, também pelos que o tenham contratado e pelas pessoas que estão sob sua supervisão. Se realmente fazes o melhor, e realmente só tu o sabes, então terás êxito e o resultado não importará, tanto se for favorável como se não. De todo modo, quando falhas havendo feito o melhor por tua parte, sempre pensas que o marcador deveria te haver sido mais favorável.
Isto não significa que não tenhas que treinar para ganhar. Deves ensinar a teus jogadores a jogar para ganhar e deves fazer tudo o que esteja ao teu alcance para isso desde que sempre seja ético e honesto. Não quero jogadores que não tenham um claro desejo de vencer e que não joguem duro para conseguir este objetivo. Quero ser capaz de sentir e que meus jogadores sintam que fazendo o melhor se consegue a vitória.
É completamente possível que qualquer êxito que tivemos ou que vamos ter estejam diretamente relacionados a minha capacidade não só de inculcar esta ideia em meus jogadores, mas também de cumprir comigo mesmo.
Por isso, continuamente lembro a meus jogadores que tudo o que espero deles tanto nos treinamentos como nos jogos é o seu maior esforço. Devem estar ansiosos para converterem-se nos melhores que sejam capazes de ser. Eu lhes digo isto, ao mesmo tempo em que quero que estejam contentes pela vitória e por sua atuação pessoal, que tenham a maior satisfação sabendo que eles e a equipe tenham feito o melhor. Espero que suas ações ou conduta durante a partida não indiquem a vitória ou a derrota. As cabeças sempre devem estar erguidas quando tenham feito o melhor, apesar do placar e não há razão para estar demasiado contente por uma vitória nem demasiado deprimido por uma derrota.
Além do mais estou profundamente convencido que aqueles que têm a satisfação de saber que tenham feito o melhor acabarão as partidas de uma forma conveniente, e quiçá melhor que o que sua capacidade natural demonstre.
CONTINUA...

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