Guia breve do treinador de minibasquete
Por Juan José Hernández Liras -Treinador de nível Superior / Professor
F.B.M. / Diretor Técnico de basquete do Colégio San Agustín - Madri / Espanha.
O PRIMEIRO DO PRIMEIRO…
- Desprender paixão… É algo que contagia!
- Querer ser o melhor treinador que se possa
ser.
- Ter um tratamento correto com os pais, sendo
educado. Informar-lhes de tudo aquilo que seja relevante. Devem
notar nossa preocupação por seu filho… Para eles não é um jogador, é um
filho.
- Preparar por escrito o treinamento diário.
- Fazer um mini planejamento dos objetivos
anuais.
- Controlar
a frequência aos treinamentos e a pontualidade.
- Dar prioridade ao lado educativo e formativo
sobre o resultado desportivo.
- Premiar
nos jogos a frequência e esforço durante os treinamentos com
mais minutos de jogo. Nas partidas todos jogam… Seu compromisso é que
define isso, independentemente da qualidade.
E DEPOIS, NO TREINAMENTO...
- Acostumá-los a alongar no princípio do
treinamento e ao final, mais do que uma necessidade, como forma de criar
um hábito para o futuro.
- Uso do jogo de forma contínua no
treinamento.
- Usar competições nas quais se trabalhem algo
útil: por exemplo, “ver quem chega driblando antes com a mão fraca na
linha de fundo e faz uma parada de um tempo.” Tentar que em algum momento
qualquer jogador possa sair vitorioso.
- Contato contínuo do jogador com a bola.
- Movimentação contínua do jogador. Evitar fazer
filas nas quais o jogador fique muito tempo parado.
EXEMPLO DE UM TIPO DE TREINAMENTO
- Um jogo de aquecimento.
- Alongamentos.
- 1x0 detalhado, com muita correção. É o melhor momento
para trabalhar o detalhe, quando, o jogador não está ainda nem física nem
mentalmente cansado.
- Competição de 2 ou três jogadores, “ver quem…antes”,
na qual se trabalhe um gesto técnico, buscando a velocidade (de pés, mãos,
deslocamentos, etc.).
- 1x1 variado, geralmente com ida – volta, na qual se
joga com disputa de rebotes (se o atacante pega a sobra volta a arremessar e se
quem pegar for o defensor corre ao aro contrário), cobrando o fundo-bola na
volta caso tenha havido cesta (sendo o treinador o receptor do primeiro passe).
- Jogo com muita mobilidade, se possível em toda
quadra.
- 2x2 ou 3x3 ida – volta no qual trabalharemos algo
específico simples na ida (por exemplo que todos atacantes se movam e peçam a
bola ou que deem x passes) e velocidade na volta.
- Jogo.
- Alongamentos, podendo trabalhar algo de arremesso
antes.
DEVEMOS EVITAR:
- Usar muito tempo o 5x5
no qual só um jogador tem “o caramelo” (a bola) e os demais muitas vezes não
fazem nada (o jogo sem bola e a defesa devem ser trabalhados pouco a pouco e de
forma pontual)
- Trabalhar
especificamente conceitos avançados de defesa. É mais interessante fazer jogos
que se estejam trabalhando deslocamentos úteis para a defesa pensando no
futuro. Por exemplo: “Competição de dois com deslocamento lateral defensivo
driblando uma bola e ao chegar a determinado lugar ir converter a cesta,
vencendo quem fizer a cesta antes”.
- Que algum jogador se
sinta excluído (por que nunca pode triunfar nas competições, por que não lhe
deixamos fazer algo que executa mal e que os outros podem fazer, por que joga
pouco quando merece, por que não nos preocupamos com ele e não lhe damos afeto
e compreensão, etc.)
Fonte: www.jgbasket.com

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